terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Bodas de Papel

No último dia 25, completamos nossas bodas de papel: um ano de casadas!

Consideramos uma vitória. A convivência é maravilhosa, porém pode se tornar traiçoeira se as (os) integrantes da relação não dispuserem - além de amor e tesão - de maturidade, sabedoria e muita, MUITA paciência. Confesse que este último requisito me era bastante escasso e, na verdade, continua sendo.

O dia a dia, a rotina, são coisas que, se mal administradas, podem ter consequências mais graves do que uma traição, que nem sempre significa o fim do relacionamento.
Eu tive que aprender a guardar minha impaciência no bolso pra evitar discussões mais acaloradas, pra não dormir brigadas. Fizemos um pacto antes de casar: tentar nunca dormir sem resolver uma briga. Conseguimos? Não. Mas a força de vontade fez com que essas situações de dormir com raivinha fossem raríssimas.
Quando apenas namorávamos, se a gente brigasse e eu achasse que tinha razão, pode apostar que a briga se estenderia até o dia seguinte, quiçá até dois dias depois, com direito a birra e batidas de telefone na cara.
Hoje, se tem algum desentendimento de manhã ou ao longo do dia, pelo telefone mesmo, a gente evita de se falar novamente, pra não discutir mais. Cada uma faz as suas coisas, trabalha, estuda, e a gente nem se liga. Mas, quando chega a noite, parece que nada aconteceu. Quando ouço o barulho da chave dela abrindo a porta, levanto e vou recebê-la sempre com um beijo, pergunto o que quer jantar e pronto! Resolvido. Salve Nossa Senhora dos Relacionamentos Maduros!
Se na época do namoro existiam brigas por ciúme, ex-namoradas intrometidas e afins, hoje temos brigas por causa de uma blusa jogada em cima da cadeira da sala. Nada que um puxão de orelha não resolva.
Esse foi um ano de superação. Foi uma adaptação e tanto. Descobertas maravilhosas, surpresas lindas e, claro, briguinhas desagradáveis também.
Saldo? POSITIVÍSSIMO, claro. Tivemos brigas, mas construtivas, as famosas DR's, que - ainda bem! - contribuíram para melhorar mais nosso casamento.
Continuo recomendando pra todas (os) que querem dar um passo maior, mas ainda tem medo: casem!
P.S: Andei falando pelo twitter (@vidadeiguais, follow lá!) sobre a nossa comemoração. Eu achei que ia fazer a maior surpresa, mas acabei sendo surpreendida. Próximo post com fotos.
See ya!