terça-feira, 13 de julho de 2010

Nove casais oficializam a união gay no Pará

No dia 28 de junho, nove casais assinaram contrato de união estável homoafetiva, em cerimônia oficializada pela Defensoria Pública do Estado. Esse contrato garante a eles direitos como adoção e sucessão de bens.
Em alguns estados do país isso já não é nenhuma novidade, a exemplo do Rio Grande do Sul e São Paulo, porém no Pará foi um acontecimento inovador, e que me deixa muito feliz e esperançosa.

Digo isso não por ser casada com uma mulher. Mas por acreditar que a Constituição Federal não exclui do seu "manto" de proteção nenhum indivíduo, destacando, ainda, em seu art. 5º, a igualdade entre todos independente de raça, cor, sexo, etc.
Não sou militante nem nada, mas acho um absurdo a privação sofrida pelos homossexuais na esfera do Direito Civil. Ora, se eu e minha esposa compramos um apartamento JUNTAS, seria óbvio e lógico que no caso da morte de uma das duas, a outra tivesse a posse total do bem. Porque essa dificuldade toda em proporcionar direitos iguais, baseado unicamente na pessoa com a qual ela se deita?
Eu poderia escrever laudas infinitas sobre esse assunto, pois quanto mais uma coisa me deixa irritada, mais consigo escrever. Mas, por enquanto, me limito a torcer para que este seja o começo de muitos avanços em benefício dos homossexuais que desejam, dignamente e honestamente, construir uma vida e (inclusive!) uma família juntos.
Quem quiser ler a notícia na íntegra e, ainda por cima, dar de cara com comentários ignorantes, idiotas e arrogantes de gente mal amada, clica aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

3 anos juntas

Nossa história é bem diferente, antes de começarmos a namorar passamos por encontros e desencontros, brigas e aventuras. Depois, já namorando, passamos por um começo repleto de atropelos, mais brigas, ciúmes, os famosos "fantasmas", muito choro e... já disse brigas? Pois é.
Qualquer dia talvez eu conte em detalhes como tudo começou, talvez renda um post escândalo, ou talvez nem escreva.
No último dia 25 de junho, completamos três anos juntas, e cinco meses de casadas. Analisando a vida que levamos hoje, percebo que três anos é pouco perto de tudo que já vivemos e, principalmente, de tudo que já temos. Um relacionamento estável, um casamento saudável, um apartamento nosso, só nosso.
Nesse tempo todo eu cresci muito, ela cresceu ainda mais. Hoje a admiro demais como pessoa e mais ainda como companheira. Ela não é perfeita, eu muito menos (talvez tenha até bem mais defeitos que ela), ao mesmo tempo em que temos uma sintonia maravilhosa, em alguns aspectos somos muito diferentes. E é exatamente nas diferenças que há nosso maior encaixe. Conseguimos ser diferentes nas coisas exatas para nos completarmos.
Eu a amo por inteiro, amo o rostinho dela acordando, amo também maquiado. Amo de pijama, amo de vestido justo, amo de bermuda jeans. Amo cada centímetro do seu corpo e, que corpo, meu Deus. Ela consegue me fazer feliz sem esforço, só de me abraçar na cama de madrugada, muitas vezes involuntariamente, dormindo, ou mesmo quando chega em casa numa sexta-feira cheia de cerveja na mão. Amo quando ela faz suas dancinhas, de forma infantil ou sensual.
Eu a amo! De forma, intensa, pura, incondicional.
E como eu sempre digo, esse não é o terceiro ano de muitos, é o terceiro de todos!