No dia 28 de junho, nove casais assinaram contrato de união estável homoafetiva, em cerimônia oficializada pela Defensoria Pública do Estado. Esse contrato garante a eles direitos como adoção e sucessão de bens.
Em alguns estados do país isso já não é nenhuma novidade, a exemplo do Rio Grande do Sul e São Paulo, porém no Pará foi um acontecimento inovador, e que me deixa muito feliz e esperançosa.
Digo isso não por ser casada com uma mulher. Mas por acreditar que a Constituição Federal não exclui do seu "manto" de proteção nenhum indivíduo, destacando, ainda, em seu art. 5º, a igualdade entre todos independente de raça, cor, sexo, etc.
Não sou militante nem nada, mas acho um absurdo a privação sofrida pelos homossexuais na esfera do Direito Civil. Ora, se eu e minha esposa compramos um apartamento JUNTAS, seria óbvio e lógico que no caso da morte de uma das duas, a outra tivesse a posse total do bem. Porque essa dificuldade toda em proporcionar direitos iguais, baseado unicamente na pessoa com a qual ela se deita?
Eu poderia escrever laudas infinitas sobre esse assunto, pois quanto mais uma coisa me deixa irritada, mais consigo escrever. Mas, por enquanto, me limito a torcer para que este seja o começo de muitos avanços em benefício dos homossexuais que desejam, dignamente e honestamente, construir uma vida e (inclusive!) uma família juntos.
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