Post bastante atrasado, era pra ser escrito há duas semanas, mas...já disse que não temos empregada, só uma diarista que vai de 15 em 15 dias, ou seja: sou servidora pública, estudante, esposa e DONA-DE-CASA. Significa que mal tenho tempo pra comer direito durante a semana, às vezes até tenho ideias pra cá mas acabam se perdendo no meio do tanque de roupa pra lavar, #aloka.
Eu e minha digníssima temos uma relação muito saudável. Isso hoje né, depois de passar aquela fase em que vc sente vontade de esfaquear alguma bandida que queira pertubar a tranquilidade da relação. Tenho ciúme sim, mas nada doentio daquele tipo que não se pode sair sozinha. Pelo contrário, até a incentivo de fazer algumas programações sozinhas de vez em quando, para manter a saúde da relação.
A madame tem um grupinho de amigas desde a época da escola, cresceram juntas e blábláblá. Então, era aniversário da mãe de uma delas, e nós duas fomos convidadas. Mas, me diz, o que eu ia fazer no meio de cinco mulheres que se conhecem desde os espermatozóides enclausurados nos testículos de seus respectivos pais? No mínimo ia ter que ficar a noite inteira escutando histórias sem entender nada e ainda ter que dar umas risadinhas pra não parecer antipática. Ainda mais festinha no meio da semana? Não, obrigada.
Como moramos meio longe do centro e o local da festa fica praticamente ao lado da casa da mãe dela, era meio inviável ela voltar sozinha, a noite. Falei que não teria problema algum de ela dormir na casa da mãe, afinal não seria a única vez que isso aconteceria.
Arrumei as coisas dela (sim, eu que escolho as roupas e arrumo sua sacola) e ela saiu, toda preocupada em me deixar só.
Meu dia foi absolutamente normal, cheguei em casa só lá pelas 20h, pois ainda fui pra academia. Tomei um banho, fiz alguma coisa pra jantar e fui pro quarto, depois de checar 30 vezes se a porta da rua estava trancada. Nós não dormimos com a porta do quarto fechada porque, OI, o apartamento é nosso, moramos sozinhas e fechar a porta pra quê?
Mas nesse dia bateu um medinho e não só fechei a porta do quarto como passei a chave também. É uma sensação meio estranha, eu simplesmente esquecia que ela não ia voltar pra casa e de vez em quando olhava no relógio pra ver se já tava na hora dela voltar.
Lá pelas tantas minha sogra liga pra perguntar se estou bem. Meia hora depois a madame também liga pra saber como estou. Devo parecer muito dependente, porque né, NÃO PAREÇO CAPAZ DE PASSAR UMA NOITE SOZINHA?
Minutos depois eu mesma obtive resposta: não. O tempo fechou, começou a relampejar e eu, desesperada, fechei a janela e me cobri da cabeça aos pés. A televisão ficou ligada a noite toda, pois eu precisava de algo iluminando o quarto. Durante a madrugada, eu rolava pro lado dela na cama, tateando em busca de uma costa, uma perna...
No geral, dormi bem. Mas prefiro mil vezes o meu pega-pega de madrugada do que dormir no meio da cama sozinha e não ter onde envolver meus braços.
Beijos,
J.
P.S: Estamos no twitter, sigam-nos: @vidadeiguais