segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ontem, dia 25, fizemos 3 meses de casadas. Há exatos 90 dias estamos morando no nosso ap, e, além do jantar, em alguns dias também tomamos café da manhã juntas. Fazer o nosso café é um exercício para a paciência. Eu e minha madame amamos um sanduiche quente, o que seria uma coisa muito simples não fosse o fato da gente não ter sanduicheira, e todas as vezes esquentamos o pão na frigideira!
Não somos mão-de-vaca nem nada, e sim, sabemos que existem sanduicheiras de tudo quanto é preço. Vamos à explicação do fato da inexistência desse item essencial/fundamental/indispensável na nossa vida:

Mesmo antes de nos mudarmos e antes do nosso chá, já começamos a ganhar vários presentes de alguns amigos e das respectivas mães. A empregada da minha mãe, que me viu nascer e é minha segunda mãe, disse que ia me dar a sanduicheira - ou grill, pra mim é tudo a mesma coisa pq só uso pra fazer sanduiche e não para grelhar "maravilhosos pedaços de carne magra" - e eu já fui me adiantando:

- Não, Maria. Vamos esperar o chá pq provavelmente devemos ganhar até mais de uma de presente.

1ª chance de ganhar a sanduicheira: fail.

Chegou o dia do chá-de-casa, e ganhamos muitos, mas muitos presentes. Coisas baratas e caras, desde saleiro e paliteiro até microondas e uma cafeteira tão moderna que não sabemos nem usar e até hoje está na caixa. Conjunto de lençois, toalhas, panelas, pratos, coisas lindas, coisas cafonas que foram trocadas imediatamente. Será que ninguém viu a sanduicheira na lista?

2ª chance de ganhar a sanduicheira: fail.

Mudamos. Nas primeiras semanas, nem demos importância à falta desse bendito eletrodoméstico, estávamos mais preocupadas nas providências básicas, do tipo cortinas, blindex para os banheiros, granito para a cozinha, montagem dos móveis, enfim.

Parêntese:
A madame é professora de ginástica e, na academia onde trabalha, tem muitas alunas que a consideram muito. Desde que falou que iria se mudar, essas alunas se prontificaram a organizar um chá só para elas para que minha digníssima ganhasse mais presentes.

Pois bem, passadas as providências emergencias de início, passamos a dar atenção a outros objetos. A sanduicheira sempre ficava em segundo plano, e a justificativa era sempre:

- Ah, as alunas com certeza vão dar uma sanduicheira no chá delas.

Neste último sábado foi o dito chá. Preparamos uma lista de presentes com as coisas que ainda faltavam. Primeiro item: sanduicheira. Ao final da festinha, mesmo super cansadas, fomos enlouquecidas abrir os presentes. Outra cafeteira, batedeira, toalhas, taças e...nenhuma sanduicheira.


3ª chance de ganhar a sanduicheira: fail.


Gente, sério, quem eu tenho que matar pra conseguir uma sanduicheira? Tenho toalhas pra secar um tsunami, lençois para cobrir 50 camas de casal, cafeteiras pra servir a parada gay de SP mas NÃO TENHO ONDE ESQUENTAR UM PÃO.


Sonho de consumo?

Estamos aceitando presentes atrasados.

Ju.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fim de semana típico de casal

Sempre imaginei como seriam os finais de semana em casa, assim bem casal, o dia inteirinho grudadas. Nós sempre ficávamos grudadas durante o fim de semana inteiro na época do namoro, uma dormia na casa da outra, de sexta a domingo. Mas, quem é ou já foi casada(o) vai concordar comigo: é muuuuito diferente depois do casamento!

Nesse último, eu estava envolvida com as provas da faculdade (é, depois de alguns anos de formada decidi que queria mudar de profissão e comecei tudo de novo) e, por isso, havíamos combinado de não sair pra canto nenhum, pois eu precisava estudar. Só fomos pra um show na sexta-feira que, por sinal, nos fez chegar em casa às 4 da manhã.
Ou seja, estudo na manhã de sábado: suspenso.
Bom, como já disse antes por aqui, nossas tarefas são bem divididas e cozinhar está na minha lista. Não que uma não faça a tarefa da outra de vez em quando, mas, no geral, eu sempre cozinho, e havíamos combinado que no sábado eu cozinharia pra gente.
Mas, como chegamos em casa às 4, até fazer todo o ritual de tirar a maquiagem, banho e tudo o mais, sabe Deus que horas fomos dormir.
Conseqüência: acordei quase 11h no sábado. Levantei, joguei uma água no rosto e, com muita boa vontade, peguei meu livro e fui estudar na sala, saindo do quarto na ponta dos pés pra não acordá-la.

Meio-dia começou a bater a fome. Eu mal tinha estudado, ainda estava meio sonolenta, imagina se ia ter pique pra encarar uma cozinha e almoço. Fui até o quarto, sentei na cama ao lado dela e comecei a fazer carinho na perna até ela começar a se mexer. O diálogo:

Eu: Ei dorminhoca, já são meio-dia, vamos levantar?
Ela: (espreguiçando) Bom dia, momô.
Eu: Amor, sabe de uma coisa?
Ela: Sei.
Eu: Quê?
Ela: Quer pedir almoço, não quer?
Eu: Como você adivinhou?

Adoro essa nossa sintonia, só de olhar uma já sabe o que a outra quer. Bom, começamos a pensar nos restaurantes perto de casa e – pasmem! – poucos entregam no nosso bairro. Minha madame, com pena de mim que, coitada, ia passar o dia todo estudando, arrumou-se e foi até o centro comprar comida num restaurante que amamos.
Tá, enquanto ela estava na rua eu consegui estudar, mas depois que ela chegou trazendo almoço, sobremesa e DVD, como continuar?

Além do mais, quando fico muito tempo lendo ela começa olhar, olhar, até criar coragem pra perguntar: “ainda vai demorar muito pra você acabar de estudar?”. Agora, sério gente, COMO continuar?

No domingo eu me redimi e preparei um almocinho pra gente. Sério, nunca pensei que na cozinha seria o lugar onde nós fôssemos mais nos divertir. Eu cozinho e ela vai me ajudando, seja cortando alguma coisa, seja lavando a louça (a gente ama quando a comida está toda pronta e a cozinha já está limpa). Na sala, um DVD de música bem alto, cerveja nos copos e, em meio à carne marinando, batatas cozinhando, sempre rolam umas piadinhas, dancinhas e muitas gargalhadas.

Fim de semana em casa? Recomendo.

Ju.