Sempre tive vontade de escrever um blog, até tentei algumas vezes, mas nada me motivava pra continuar escrevendo. Mas, atualmente, vivendo uma fase linda, me senti mais estimulada a deixar registrado aqui toda felicidade e descoberta que está presente em minha vida.
Sou péssima em templates, html e outras coisas que fazem parte desse mundo, por isso o blog ainda está cru. Vamos ver como vou me virar...
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Estamos prestes a realizar nosso sonho. Estamos juntas há 2 anos e 4 meses e há pouco mais de um ano compramos nosso apartamento. Sim, COMPRAMOS. É nosso!
Com direito ao nome das duas estampado no contrato de financiamento, toda pompa e toda glória.
Decidimos esperar pra fazer tudo de forma tranqüila, sem cair no clichê dos relacionamentos lésbicos: um mês de namoro, morar juntas, adotar um cachorro e blábláblá.
Nada contra esse clichê. Nossa primeira conversa sobre morar juntas, inclusive, surgiu em uma viagem, aos três meses de namoro. Setembro de 2007.
Mas optamos por fazer tudo com calma, sem atropelar nenhum passo. Decisão: não morar de aluguel. Comprar o apartamento. Ok, beleza. Mas como?
Os meses seguintes foram de muito esforço, poupa daqui, poupa dali. Conseguimos levantar uma graninha. Comprar jornal virou nosso vício. Jogávamos tudo fora e focávamos tudo nos classificados, o que a primeira vista parece ser chato, mas, se levado com bom humor, é diversão garantida.
Domingos e mais domingos jogadas na cama, uma pra cada lado, lendo anúncios, separando os mais interessantes, anotando telefones e tal e coisa. Meta: encontrar um apartamentinho de 2 quartos, bem simples e obviamente não com a melhor localização da cidade, em torno de 60 mil.
Ao final da pesquisa dominical, eu recolhia as minhas marcações e as dela e anotava tudo em nosso caderninho (aham, eu sei, sou muito chata, mas nós tínhamos um caderno específico para isso, com anotações uniformes, separados por bairro, marca-texto e tudo mais).
Diálogo tradicional:
Eu: Amor, acabou de marcar tudo?
Ela: Já!
Eu: Deixa eu ver a sua parte pra poder anotar aqui.
(lendo)
Eu: Filha, o que isso aqui que você marcou?
Ela: (Cara de cachorro com medo do dono) Você não gostou desse apartamento?
Eu: Adorei, quem nos dera comprá-lo, o problema é que ele custa só um pouquinho além do que podemos, 80 mil!
Ela: (Carinha triste mais linda do mundo) Droga...então nem dá né? (Gargalhada mais gostosa da face da terra).
E nós curtimos muito essa fase! Trocávamos um fim de semana de baladas e barzinhos por visitas a imóveis, encontro com corretores e busca de apartamentos com um “Vende-se” pendurado na janela.
Sábado de manhã e lá íamos nós no carro, óculos escuros, o caderninho de anotações, uma cervejinha porque ninguém é de ferro, atrás dos benditos anúncios.
Passamos por poucas e boas, caímos em anúncios furados, fomos ver casas caindo aos pedaços (de onde sempre saíamos correndo antes de cair na risada na frente do proprietário), casas em ruas esburacadas e sem saída, apartamentos dignos de serem contemplados pelo “Lar Doce Lar” do Caldeirão, apartamentos lindos e reformados (que nunca eram pro nosso bico), apartamentos bons mas sem documentação, enfim! Uma saga.
Foi aí que optamos por comprar apartamento na planta. Sim, como não pensamos nisso antes? Não precisávamos correr loucas atrás de documentação, imóvel novinho em folha e muito mais facilidade.
Julho de 2008
Já sonhávamos com esse apartamento bem antes de comprarmos. A gente passava na frente e sonhava, sonhava...Mas, um belo dia, vindo de uma de nossas visitas, resolvemos entrar novamente no stand de vendas, diga-se de passagem por insistência da namorada, que quando quer uma coisa ninguém tira da cabeça.
Então descobrimos que ainda havia uma única unidade da segunda etapa (esse condomínio é formado por vários prediozinhos, várias etapas) que ainda não estava vendida! E a quantia a ser paga de entrada nós tínhamos com folga no banco!
Nos olhamos e ficamos algum tempo paradas. Uma buscando segurança no olhar da outra. Então demos as mãos e “é nosso"!
A partir daí foi uma sequência de formalidades, assina aqui, ali, cópia de documentos, leva ao banco, abre conta e zzZZzzzZZ.
Mas, pouco mais de um ano depois da compra e já com o contrato de financiamento aprovado, aguardamos ansiosas pela entrega. Como é de praxe, a obra está atrasada. A previsão era pra junho, mas imagino que até o fim do ano esteja em nossas mãos.